quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Percepção intra(inter)cultural

Boaventura de Sousa Santos
"Uma cultura que tem uma concepção estreita de si própria tende a ter uma concepção ainda mais estreita das outras culturas." (Boaventura de Sousa Santos, A crítica da razão indolente).

Uma trave no olho do teórico crítico?

John Dewey
"É uma história velha. Os filósofos, tal como os teólogos e os teóricos sociais, estão tão seguros de que os hábitos pessoais e os interesses condicionam as doutrinas dos seus opositores como estão seguros de que as suas próprias crenças são 'absolutamente' universais e objetivas."

Objetividade e subjetividade na análise de si e dos outros

Soren Kierkegaard
"A maioria das pessoas são subjetivas a respeito de si próprias e objetivas -- algumas vezes terrivelmente objetivas -- a respeito dos outros. O importante é ser-se objetivo em relação a si próprio e subjetivo em relação aos outros." (Soren Kierkegaard).

A natureza subversiva do pensamento crítico

Boaventura de Sousa Santos
"Todo o pensamento crítico é centrífugo e subversivo na medida em que visa criar desfamiliazação em relação ao que está estabelecido e é convencionalmente aceito como normal virtual inevitável necessário." (Boaventura de Sousa Santos, A crítica da razão indolente).

O papel do pensamento crítico na transição paradigmática

Boaventura de Sousa Santos
"... o pensamento crítico para ser eficaz tem de assumir uma posição paradigmática: partir de uma crítica radical do paradigma dominante tanto dos seus modelos regulatórios como dos seus modelos emancipatórios para com base nela e com recurso à imaginação utópica desenhar os primeiros traços de horizontes emancipatórios novos em que eventualmente se anuncia o paradigma emergente." (Boaventura de Sousa Santos, A crítica da razão indolente).

A efemeridade dos paradigmas socioculturais

Boaventura de Sousa Santos
"... os paradigmas socioculturais nascem, desenvolvem-se e morrem. Ao contrário do que se passa com os indivíduos, a morte de um dado paradigma traz dentro de si o paradigma que lhe há de suceder." (Boaventura de Sousa Santos, A crítica da razão indolente).

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

A condição humana, segundo Morin, e a educação fragmentária

Edgar Morin
"O ser humano é a um só tempo físico, biológico, psíquico, cultural, social, histórico. Esta unidade complexa da natureza humana é totalmente desintegrada na educação por meio das disciplinas, tendo se tornado impossível aprender o que significa ser humano. É preciso restaurá-la, de modo que cada um, onde quer que se encontre, tome conhecimento e consciência, ao mesmo tempo, de sua identidade complexa e de sua identidade comum a todos os outros humanos." (Edgar Morin, Os sete saberes necessários à educação do futuro).

Os males do saber fragmentário

Edgar Morin
"A supremacia do conhecimento fragmentado de acordo com as disciplinas impede frenquentemente de operar o vínculo entre as partes e a totalidade, e deve ser substituída por um modo de conhecimento capaz de apreender os objetos em seu contexto, sua complexidade, seu conjunto.

(...) É preciso ensinar os métodos que permitam estabelecer as relações mútuas e as influências recíprocas entre as partes e o todo em um mundo complexo." (Edgar Morin, Os sete saberes necessários à educação do futuro).

O aprender a conhecer como pré-condição para o conhecimento

Edgar Morin
"O conhecimento do conhecimento deve aparecer como necessidade primeira, que serviria de preparação para enfrentar os riscos permantes de erro e ilusão, que não cessam de parasitar a mente humana. Trata-se de armar cada mente no combate vital rumo à lucidez." (Edgar Morin, Os sete saberes necessários à educação do futuro).

Aprender a conhecer

Edgar Morin
"É impressionante que a educação que visa a transmitir conhecimentos seja cega quanto ao que é o conhecimento humano, seus dispositivos, enfermidades, dificuldades, tendências ao erro e à ilusão, e não se preocupe em fazer conhecer o que é conhecer." (Edgar Morin, O sete saberes necessários à educação do futuro).