terça-feira, 1 de agosto de 2017

A imortalidade humana segundo o pensamento grego clássico

Hannah Arendt
"Por sua capacidade de feitos imortais, por poderem deixar atrás de si vestígios imorredouros, os homens, a despeito de sua mortalidade individual, atingem o seu próprio tipo de imortalidade e demonstram sua natureza 'divina'. A diferença entre o homem e o animal  aplica-se à própria espécie humana: só os melhores (os aristoi), que constante provam ser os melhores (aristeuein, verbo que não tem equivalente em outra língua) e que 'preferem a fama imortal às coisas mortais', são realmente humanos; os outros, satisfeitos com os prazeres que a natureza lhes oferece, vivem e morrem como animais" (Hannah Arendt, A condição humana).

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