quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Características das ações militares nos tempos líquidos

Zygmunt Bauman
"A força militar e seu plano de guerra de 'atingir e correr' prefigura, incorpora e pressagia o que de fato está em jogo no novo tipo de guerra na era da modernidade líquida: não a conquista de novo território, mas a destruição das muralhas que impediam o fluxo dos novos e fluidos poderes globais: expulsar da cabeça do inimigo o desejo de formular suas próprias regras, abrindo assim o até então inacessível, defendido e protegido espaço para a operação dos outros ramos, não-militares, do poder. A guerra hoje, pode-se dizer (parafraseando a famosa fórmula de Clausewitz), parece cada vez mais uma 'promoção do livre comércio por outros meios'" (Zygmunt Bauman, Modernidade líquida).

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