quinta-feira, 19 de abril de 2018

Características das revoluções científicas

Thomas Kuhn
"... a ciência normal com frequência suprime novidades fundamentais, porque estas subvertem necessariamente seus compromissos básicos. (...) Algumas vezes um problema comum, que deveria ser resolvido por meio de regras e procedimentos conhecidos, resiste ao ataque violento e reiterado dos membros mais hábeis do grupo em cuja área de competência ele ocorre. (...) Dessa e de outras maneiras, a ciência normal desorienta-se seguidamente. E quando isso ocorre -- isto é, quando os membros da profissão não podem mais esquivar-se das anomalias que subvertem a tradição existente da prática científica -- , então, começam as investigações extraordinárias que finalmente conduzem a profissão a um novo conjunto de compromissos, a uma nova base para a prática da ciência. Os episódios extraordinários nos quais ocorre essa alteração de compromissos profissionais são denominados, neste ensaio, de revoluções científicas. Elas são os complementos desintegradores da tradição à atividade da ciência normal, ligada à tradição" (Thomas Kuhn, A estrutura das revoluções científicas).

Elementos componentes da crença científica

Thomas Kuhn
"A observação e a experiência podem e devem restringir drasticamente a extensão das crenças admissíveis, porque de outro modo não haveria ciência. Mas não podem, por si só, determinar um conjunto específico de semelhantes crenças. Um elemento aparentemente arbitrário, composto de acidentes pessoais e históricos, é sempre um ingrediente formador das crenças esposadas por uma comunidade científica numa determinada época" (Thomas Kuhn, A estrutura das revoluções científicas).

domingo, 8 de abril de 2018

O objetivo de uma teoria marxista do direito

E. B. Pachukanis
"... não resta dúvida de que a teoria marxista não deve apenas examinar o conteúdo material da regulamentação jurídica nas diferentes épocas históricas, mas dar também uma explicação materialista sobre a regulamentação jurídica como forma histórica determinada. Se se recusa analisar os conceitos jurídicos fundamentais, apenas se consegue uma teoria que explica a origem da regulamentação jurídica a partir das necessidades materiais da sociedade e, consequentemente, do fato de as normas jurídicas corresponderem aos interesses materiais de uma ou outra classe social" (E. B. Pachukanis, Teoria geral do direito e marxismo).

sexta-feira, 30 de março de 2018

O valor da história

R. G. Collingwood
"O valor da história está então em ensinar-nos o que o homem tem feito e, deste modo, o que o homem é" (R. G. Collingwood, A ideia de história).

Conflitos de classes e ditadura

Norberto Bobbio
"Numa sociedade civil, na qual os conflitos de classe são profundos e violentos, é provável que não haja outra alternativa a não ser a da ditadura" (Norberto Bobbio, O positivismo jurídico).

Direito positivo em Hobbes

Thomas Hobbes
"Direito é o que aquele ou aqueles que detêm o poder soberano ordenam aos seus súditos, proclamando em público e em claras palavras que coisas eles podem fazer e quais não podem" (Thomas Hobbes, Diálogo entre um filósofo e...).

segunda-feira, 26 de março de 2018

A justificativa para o antirrealismo (2)

John R. Searle
"... acredito que [os diversos desafios ao realismo] sejam motivados por algo muito mais profundo e menos intelectual. Conforme sugeri anteriormente, muitas pessoas consideram repulsivo que nós, com nossa linguagem, nossa consciência e nossos poderes criativos, sejamos subordinados e dependentes de um mundo material mudo, estúpido, inerte. Por que deveríamos depender do mundo? Por que não pensaríamos no 'mundo real' como algo que criamos, e portanto algo que depende de nós? Se toda a realidade é uma 'construção social', então somos nós que estamos no poder, não o mundo. A motivação profunda para a negação do realismo não é este ou aquele argumento, mas uma vontade de potência, um desejo de controle, e um ressentimento profundo e duradouro" (John R. Searle, Mente, linguagem e sociedade).

quarta-feira, 21 de março de 2018

Conhecer pelas causas

Aristóteles
"... dizemos que conhecemos cada coisa somente quando julgamos conhecer a sua primeira causa" (Aristóteles, Metafísica).

sexta-feira, 16 de março de 2018

Quando a moral é refém da política

Comte-Sponville
"Se tudo o que é politicamente útil torna-se moralmente justificável, a moral passa a não ser mais que uma autojustificação da política, seu suplemento de alma ou de boa consciência" (Andre Comte-Sponville, O capitalismo é moral?).

A política econômica dos regimes de extrema-direita

Comte-Sponville
"A política econômica, como costuma ser o caso nos regimes de extrema-direita, é de inspiração abertamente liberal: privatizações, supressão do controle dos preços, abertura para a concorrência internacional... Ou seja, você retira o máximo possível de poder do Estado e dos sindicatos, dá o máximo possível de poder ao mercado e aos empresários..." (Andre Comte-Sponville, O capitalismo é moral?).